Fonte: www.ipcdigital.com
Duas transportadoras trabalham desde ontem (16), organizando depósitos com as bagagens e mudanças que não foram despachadas ao Brasil pela empresa Tomodatys, na cidade de Shizuoka. Ex-funcionários colaboram voluntariamente na separação e identificação das caixas para viabilizar a devolução ou entrega o mais rápido possível.
Procurados por pessoas de todo o país e por aqueles que já se mudaram para o Brasil em busca de seus pertences, as empresas Sanshin Trading e Suzan Mudanças trabalham no levantamento do material avaliado em aproximadamente duas mil caixas, o equivalente a 17 contêineres, retidas nos quatro armazéns. As duas estão legalmente autorizadas a fazer a mediação entre a Tomodatys e seus clientes e recebem ligações diárias do Japão e do Brasil de pessoas em busca do serviço de retirada e entrega de seus bens.
Um dos motivos de preocupação com os estoques é o prazo limite de seis meses, a partir do desembarque do cliente, período no qual uma bagagem é considerada mudança. “Estamos fazendo um levantamento daquilo que pode ser entregue perante a lei ou não”, diz a gerente operacional da Suzan Mudanças, Vanessa Aoki, frisando que cada caso é avaliado individualmente, pois envolve datas e contratos a serem respeitados.
Emerson Hirano, diretor da Sanshin Trading, afirma que para aqueles que retornaram num período superior a seis meses a situação é mais burocrática, mas pede calma, pois os escritórios estão trabalhando para atender a todos. “Sabemos que cada caixa representa uma família. Mas temos representantes também no Brasil, que estão se empenhando para resolver a situação e evitar prejuízos”, relata.
No último fim de semana, parentes de clientes lesados foram ao armazém da sede reclamar e tentar recuperar os pertences. Os ex-funcionários estão assustados e temem represálias da comunidade. “Também fomos prejudicados. Não recebemos o nosso salário e nem aviso prévio”, conta um trabalhador demitido que preferiu não ser identificado e ajuda voluntariamente os representantes da Suzan e da Sanshin na identificação do material. Outra preocupação é com o aluguel do depósito prestes a vencer. "As luvas do imóvel vão cobrir o aluguel até janeiro. Depois disso, não temos como e onde guardar essas caixas", diz preocupado.
A Tomodatys colocou em seu site http://tomodatysmudancas.com.br/ uma janela para o cadastro de clientes que não conseguiram receber suas mudanças e bagagens enviadas para o Brasil. Ao registrar informações na janela, os clientes prejudicados ficam sabendo onde se encontram seus pertences para poder retirá-los. Mas os ex-funcionários alertam que todos os telefones assim como os escritórios no Japão estão desativados e recomendam a negociação diretamente com as transportadoras Sanshin Trading e Suzan Mudanças autorizadas a intermediar as negociações de entrega ou devolução.
“Para evitar transtornos pedimos que ao invés de irem pessoalmente aos depósitos contatem a Suzan ou a Sanshin. Não adianta vir diretamente porque não podemos atender e nem fazer mais nada”, finaliza outro colaborador.
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